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Segunda-feira, 04 de Janeiro de 2010
ANO NOVO
Já é 2010
Depois de uma desacelerada, a Redação do MundoMais está de volta para construir 2010 junto a você
por Valmir Costa
No final de 2009, a Redação do MundoMais deu uma desacelerada para recarregar as energias. O ano de 2009 acaba. 2010 já está em curso e cá estamos para continuar noticiando os fatos LGBT do Brasil e demais partes do mundo. Além, claro, de trazer entretenimento para você. Neste ano, esperamos noticiar mais conquistas dos nossos direitos e fatos que marquem 2010 de forma positiva.
No entanto, diante das adversidades que circundam o universo homossexual, é preciso mais do que coragem para mudar o rumo da história. Certa vez, o colunista Contardo Calligaris escreveu, na Folha de S. Paulo, o artigo intitulado Você Sabe Morrer?, no qual dizia:
“O materialismo não nos libertou de convenções e valores, só nos levou a confundir o bem com o bem-estar fisiológico. O desrespeito às hierarquias estabelecidas não nos tornou autônomos, só preocupados com o olhar dos outros. Não temos nenhuma razão pela qual morrer porque não sabemos como viver. Alguém deve ter descoberto essa banalidade. Por isso propõe uma nova rodada do jogo do mestre e do escravo, aponta uma arma e nos pergunta sardônico: será que vocês sabem morrer?”
A resposta é NÃO! Não sabemos morrer porque não vivemos o presente. Logo, o passado fica tão vazio e sem muita história. Daí, a sensação de que o tempo passa depressa. Já estamos em 2010? Sim! Nossa, o tempo passou rápido, não é? Não, não passou rápido. Nós é que estamos parados na máquina do sistema.
Temos medo da morte imaginária, no sentido de não termos tempo de realizar sonhos, de pormos os planos em prática. Vivemos para o futuro que não existe. O que nos sobra é mesmo essa angústia do vazio porque nos esmeramos no futuro. E ele nada mais é do que “um tempo sem história”.
Termino com uma frase que li um dia desses que dizia “Quem não morre, não vê Deus”. É o mesmo que dizer que “Quem não arrisca não petisca”. Então, tentemos morrer um pouquinho a cada dia. Quem sabe, assim, teremos um presente cheio de passados bons? Tudo vai depender da nossa vontade de morrer, que extrapola esse medo imaginário da morte diante da covardia da nossa sobre(vivência). Feliz ano Tooooooooodo!
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