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Terça-feira, 02 de Fevereiro de 2010
CRIMES HOMOFÓBICOS
Ranking homofóbico
Alagoas lidera ranking da homofobia no Brasil com cinco mortes em um mês. A média é de um crime por semana
por Redação MundoMais
MACEIÓ – O MundoMais noticiou dois crimes bárbaros de dois homossexuais mortos em Alagoas no mês de janeiro. Este número é bem maior. Já são cinco as vítimas da homofobia naquele estado, que contabiliza quatro homossexuais e um travesti. A média é assustadora: um homossexual morto a cada seis dias.
No Relatório da Homofobia no Brasil, referente ao ano de 2008 e divulgado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), em abril do ano passado, o estado alagoano teve oito homossexuais assassinados naquele ano.
Até agora foram registrados 13 casos de homossexuais mortos em todo o país e o estado de Alagoas responde por 40% deste total. A truculência homofóbica deixou alarmados os membros do Grupo Gay de Alagoas (GGAL). Um dos crimes praticados contra homossexuais foi caracterizado pela polícia como sendo a causa o envolvimento com drogas.
Este crime foi o que vitimou Edvaldo Jonas da Silva, 27, morto com três tiros na cabeça, no município de Messias, na grande Maceió. Segundo Nildo, este crime não pode ser desconsiderando. Segundo ele, há casos em que os familiares desconhecem a orientação sexual da vítima.
“Há também os casos de preconceito, quando os familiares têm vergonha de admitir a homossexualidade da vítima. Foram três casos na capital e dois no interior. Além dessa vítima envolvida com drogas, havia três vítimas que viviam no anonimato, com histórico de práticas sexuais arriscadas. Outra característica dessas vítimas é que são de classe pobre, que não conseguiam assumir sua identidade por falta de apoio da família. São jovens que procuram locais obscuros para praticar sexo, e cujos amigos não são conhecidos pelos familiares”, comenta o diretor do GGAL Nildo Correia.
Ausência do Estado – Nos últimos quatro anos, Alagoas contabiliza 63 assassinatos a gays e travestis. Pasme! Todos estes crimes estão impunes. “Se no nosso Estado a impunidade predomina, isso se agrava quando o assunto é crime contra homossexual. Aqui se mata e é a coisa mais natural”, denuncia o diretor do GGAL. O presidente do GGAL Teddy Marques encaminhou um relatório dos crimes à Secretaria da Defesa Social.
Segundo ele, até o momento, o órgão não se pronunciou a respeito. “A resposta é o silêncio. As autoridades não estão interessadas em fazer nada”, diz Marques. Nesta quarta-feira, 03, os membros do GGAL e militantes de todo o estado vão se reunir para traçar metas e exigir providências das autoridades. Uma das ações pode ser a invasão da sede do governo, fechar uma das principais vias da cidade e outras manifestações nas cidades do interior do estado.
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