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Domingo, 07 de Fevereiro de 2010
PNDH-3
Beijacinho
Gays, Lésbicas e Simpatizantes fizeram beijaço em favor do PNDH-3 na Av. Paulista, mas poucos participaram
por Valmir Costa
SÃO PAULO – Mobilizado pela Internet, o beijaço a favor das diretrizes dos LGBT no Programa Nacional dos Direitos Humanos 3 (PNDH-3) reuniu cerca de 30 pessoas na Av. Paulista neste domingo, 07.
Marcado para as 17h, os beijos de lésbicas, gays e simpatizantes aconteceram em blocos. A primeira rodada de beijos foi anunciada por apitos às 17h30. Antes disso, manifestantes distribuíam panfletos para conscientizar os transeuntes
“O Beijaço que ocorre hoje, 7 de fevereiro de 2010, é uma demonstração da sociedade civil organizada em apoio ao 3º Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNHD-3), que dentre outras, tem por principais medidas, a defesa da união civil entre pessoas do mesmo sexo, a criminalização da homofobia, a legalização do aborto e a adoção homoparental”, dizia o panfleto.
Uma faixa preta com a frase “Fundamentalistas religiosos respeitem a Constituição! Liberdade!” foi erguida durante o ato, que contou com a participação da drag queen Tchaka, que animou os presentes, chamando-os para se beijarem na pista da Av. Paulista quando o sinal de trânsito fechou.
O jornalista e historiador Augusto Patrini, organizador da manifestação, disse que a motivação para realizar o protesto veio da França, quando grupos da sociedade civil protestaram contra aqueles que se opõem à aquisição dos direitos dos LGBT. Sobre a pouca adesão das pessoas chamadas pela Internet, Augusto disse que o objetivo do protesto foi alcançado. “Nosso movimento teve repercussão na mídia e as poucas pessoas aqui presentes já valem pelo manifesto”, disse.
Simpaticíssima – A relações internacionais Mariana Parra participava ativamente do manifesto. Ela distribuía os panfletos e explicava às pessoas que passavam sobre as diretrizes pró-LGBT no PNDH-3. “Sou hétero, mas defensora dos direitos dos homossexuais. Temos que explicar para as pessoas e que elas possam entender que os homossexuais não devem se esconder como se a homossexualidade fosse um crime”, comenta mariana.
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