Segunda-feira, 07 de Fevereiro de 2011
Frente Paulista contra a Homofobia
Ataques a gays na capital paulista levaram governo, empresários e ONGs a formar o grupo.
por Redação MundoMais

 Min. Maria do Rosário: Disque 100 contra a homofobia Min. Maria do Rosário: Disque 100 contra a homofobia

Os recentes ataques a homossexuais em São Paulo levaram governo estadual, prefeituras, empresários, ONGs e religiosos a criarem a Frente Paulista Contra a Homofobia. A ideia é promover manifestações, ações de conscientização, amparar as vítimas e pressionar o governo federal a tirar do papel projetos como a lei contra a homofobia, parada no Congresso. Hoje, há uma lei no Estado que pune esses casos apenas com multa.

“Se a violência na Avenida Paulista não tivesse sido filmada, não teria havido reação e os agressores estariam soltos. O poder público tem de reagir, investigar, prender, punir e deixar claro que não admite esse tipo de coisa”, diz o advogado Eduardo Piza, um dos coordenadores do Instituto Edson Neri, que integra o grupo.

Para o dia 19, já está definido o apoio da frente à Marcha Contra a Homofobia, do grupo Ato Contra a Homofobia, que sairá da Rua da Consolação e seguirá pela Avenida Paulista até o número

777, onde três jovens foram agredidos em 14 de novembro, no primeiro da série de ataques a homossexuais na região central. Neste dia, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, deve anunciar a ampliação do serviço do Disque 100, que atualmente recebe denúncias de abuso e violência contra crianças e adolescentes. O telefone passará a atender também casos de homofobia e violência contra idosos e portadores de deficiência.

Também integrante do movimento, a Prefeitura lança a campanha Sampa, Na Luta Contra a Homofobia no início da programação carnavalesca da cidade, dia 26. A ação vai ocorrer no bloco da Secretaria de Participação e Parceria que desfila no Folia, na Avenida Tiradentes, e tem como tema a intolerância. A marca é um laço colorido, que une os logotipos do movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT) e da campanha contra a Aids.

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Comentários dos leitores (10)
Para "enquanto no RIO"13/02/2011 16:16
Para "enquanto no RIO"13/02/2011 16:16
Meu caro! Você está redondamente equivocado com relação ao Rio. Você teve tempo para ver o quaqnto de turistas gays do mundo todo vem para cá? Para falar a verdade, acho que você tomou foi um fora de um carioca (merecidamente). O Rio não sentirá sua falta....
enquanto no RIO..09/02/2011 9:20
enquanto no RIO..09/02/2011 9:20
No Rio continua a policia tomando dinheiro, os jiujiteros porrando, dentro dos próprios ambientes gays há preconceitos, nao tem restaurantes gay, nao tem bar gay, nao tem nada gay, nao sei quem foi que escolheu o RIO como melhor destino gay, se nada é direcionado aos gays lá. Me decepcionei ao conhecer o RIO, a frieza do carioca com quem é de fora e a crueldade das brincadeiras com quem é de fora..ARGH nao piso mais lá
Igor08/02/2011 23:13
Igor08/02/2011 23:13
Desculpe, confirmei sem terminar, é que esse bar é muito bom pra nossa comunidade, mas está sempre sendo perseguido, pra renovar alvará é uma luta, constantemente a policia chega e fecha o bar em pleno funcionamento, o nome do bar e BARULHO, mas o som não é muito alto e também fica muito longe de residencia, no momento esta fechado e todos sabemos que é uma perseguição politica e homofobica, mas os LGBT de Brasilia não fazem nada.
Igor08/02/2011 23:08
Igor08/02/2011 23:08
São Paulo , da inicio a tudo no Brasil, então penso que os outros estados também tem que fazer o mesmo, inclussive adotar o disque 100, porque homofobia acontece em todo Brasil, por falar nisso, aqui em Brasília, temos umprivilégio muito grande , um bar em pleno parque da cidade que durante o dia é de todos mas a noite é inteiramente frequentado por GLBT, sempre os finais de semana terminam lá, todos ao pra lá para simplismente bater papo ,paquera e a
Pedro08/02/2011 15:44
Pedro08/02/2011 15:44
A militância organizada (os antigos) só fizeram ganhar dinheiro e fazer parada as custas da homofobia. Vamos ver se essa galera mais jovem, que não depende do governo para viver, mudam essa trsite verdade.
Jean - SP08/02/2011 9:06
Jean - SP08/02/2011 9:06
"Temos direito, e o Estado dever"! O que me intriga é a necessidade de sermos agredidos, insultados para que se tome uma atitude dessas! A marginalização sempre existiu, bem como o preconceito e nunca nada expressivo foi, de fato, feito! Chegou a hora de acabarmos com o moralismo desenfreado, e fazer valer nosso direito como cidadãos! Se nos respeitarmos, ganharemos não só essa batalha mas muitas que virão!
Leonardo Salinas08/02/2011 7:49
Leonardo Salinas08/02/2011 7:49
São Paulo, um estado cultural e economicamente tão evoluído, palco de grandes artistas, intelectuais e vanguarda para tanta coisa no Brasil, jamais deveria se calar e cruzar os braços diante da homofobia. Ela destrói a imagem positiva da terra bandeirante. Torna os paulistas reféns de gente que não sabe respeitar as diferenças e desconhece o valor dos direitos humanos, conquista, sábia e sofrida, da civilização. A defesa desses direitos coloca paulistanos e paulistas nos degraus mais altos da civilização humana. Qualifica-os política e humanamente. O contrário... Paulistas e paulistanos, reajam, meus irmãos. Não deixem que um estado de tantas glórias e feitos históricos tenha seu passado manchado por pessoas que, um dia, compreenderão que a intolerância, o preconceito, a discriminação e o desrepeito à vida são gols contrários à felicidade e ao bem-estar de todos e de cada um. Essa gente, ao desconhecer a lei de causa e efeito, não sabe que está plantando espinhos com as próprias mãos, como disse o padre Manoel da Nóbrega, fundador da capital paulista. Caros paulistas e paulistanos, honrem o chão em que nasceram ou que adotaram como querência, ou seja, o lugar em que elegemos para nele viver, por amá-lo. Respeito às diferenças, sempre !
luizandrade07/02/2011 23:37
luizandrade07/02/2011 23:37
Muito boa a criação do disque 100. Se as vítimas de ataques covardes nada fizerem e não forem apoiadas por pessoas LGBT, logo os gays serão apedrejados ou enterrados vivos. O silencio dos bons é mais perigoso do que o comportamento dos maus.
André07/02/2011 23:12
André07/02/2011 23:12
Ótima iniciativa, principalmente a do Disque 100. Todas as ações de intolerância aos LGBT s devem ser combatidas com rigor. Se todos que são vítimas somarem suas forças, juntos poderão alcançar uma força gigante capaz de debelar qualquer resistência da intolerância.
Gringo PR07/02/2011 23:11
Gringo PR07/02/2011 23:11
Putzzzz, uma pena, São Paulo sempre na frente; e os outros? cadê os outros estados? Eu já me questionei enquanto a marchas, protestos e paradas gays; hoje posso dizer que graças a isto é que estamos avançando, graças a pessoas "bixinhas afetadas" que hoje reconhecem a nós gays como um ser humano, que respeitam mais, valorizam mais. Por isso e varias coisas mais digo a aqueles que ficam dentro do armario: caras, teriamos conseguido algo ficando dentro do armario, escondidos, fugindo?
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